domingo, 30 de julho de 2017

Estranhos (Poema)









Somos estranhos
que nos encontramos
ao acaso.
Mas ao te ver,
pude perceber
que te desejava
antes de nascer.
Você era
a resposta
que eu escrevia
atrás da porta.
O sonho
sem rosto
que iluminava
o sono.
O sorriso bobo
que volta e meia
pousava
em meus lábios.
Sem te conhecer,
já te queria.
Por fé, crença
e sintonia.
Como uma história
já escrita
que não sabíamos
ler.
E ao te ver 
passar,
te deixo levar
no olhar,
a um lugar
onde só a lembrança
descansa.
Mas ao te ver
partir,
devo admitir
que somos só
estranhos,
cruzando caminhos
que o amor
não alcança.

by Cristian Ribas