sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Sem Baladas (poema)





Não quero ouvir baladas
nessa madrugada
de ideias vagas
e vinho seco.
Quero saborear a solidão
sem adereços,
encarar a dor com apreço
enquanto me despeço
desta lamentação.
Preciso mergulhar no erro,
compreender o medo
de quem recebeu carinho
e devolveu ingratidão.
Deixar a escuridão
clarear a mente,
ficar dormente,
e lentamente,
partir de mãos vazias.
Esquecer da madrugada fria
enquanto o dia
bate a porta.
Mesmo percorrendo vias tortas,
me desligar do que me fere,
pois, o que realmente importa
é o amor que nos difere. 
Vou rasgar o calendário,
me perder no horário
quando nada faz sentido,
E quando me encontrar,
o tempo vai apagar
todas as injustiças.

by Cristian Ribas

Nenhum comentário:

Postar um comentário