quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cabelos Brancos (poema)







Ainda vejo
nos seus olhos
o brilho
que me encanta,
a esperança
que me inspira
e a lembrança
que me move.
Ainda vejo
muito mais
que a sorte.
Mais do que enganos
e medos,
mais do que tropeços
ou pesadelo.
Sinto o amor
intenso,
o sentimento,
o abraço
e o afeto.
Sinto a vida
arrepiar a pele,
o beijo
que se transforma
em febre
e o desejo
que sacia
a sede.
Sinto o tempo
parar
e a areia
escorrer
por entre os dedos.
E mesmo
em meus cabelos brancos,
sou menino
que o destino
transforma
ao teu lado.

By Cristian Ribas

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Sentido do Medo (poema)





Tenho medos.
De formas distintas,
cores variadas
e destemperos.
Da ignorância que nos cala
ou do ressentimento
que seca
o que há por dentro
em detrimento
do discernimento.
Temo a escuridão,
e ficar no exílio
do brilho
de sua beleza.
Temo o silêncio
e a tristeza
de não escutar
você me chamar
e dizer o que sente.
Temo a perda do tato
e o simples fato
de não sentir mais
o arrepio da tua pele.
Mas, meu maior medo
é me considerar superior
a qualquer sentimento,
sem vigiar meus tormentos
e deixá-los cair em esquecimento.
Pois, o medo
é meu instinto de preservação
e a evolução
de todos os meus
sentidos.

By Cristian Ribas


Odisseia (poema)




Minha alma resiste,
mesmo quando
o corpo insiste
em se entregar.
Mesmo se o divagar
das ideias
transforme em odisseia
qualquer situação
ou encha de ironia
a inquietante rotina
que nos amarra
à solidão.
A mais bela canção
é aquela
que cantamos na sala
e ecoa pela janela
transformando em aquarela
a tarde cinza.
É pegar o reto
e traçar curvas
ou reciclar o concreto
com todo o afeto
que habita nosso peito.
Por mais que desista,
não tem mais jeito:
sigo na luta
sob efeito do destino.
Pois desistir de você
é me ver
sem ter
o melhor de mim.

By Cristian Ribas

domingo, 12 de outubro de 2014

O Legado (poema)



É melhor parar.
Repousar os sentimentos
no lapso do tempo
que permeia
os sentidos.
Reconhecer os inimigos
que habitam
minha alma
e escondem
meus medos.
E em segredo,
enfrentá-los,
elevando os pensamentos
e resgatando,
aqui dentro,
o que há de bom.
E quando o peito implode,
identificar os males
e restaurar o equilíbrio.
A vida está
além do nosso domínio,
e o ciclo
estará sempre renovado.
Pois enquanto houver ar
haverá
alguma lição
em nosso legado.

By Cristian Ribas


As Sentenças (poema)



Me perdoe
se você não sente,
se de repente,
tudo ficou dormente
e o claro
ficou incoerente.
Nunca tive
um bom faro,
um preparo raro
pra mergulhar de cabeça
em todas as sentenças
que o amor aplica.
Se a noite foi,
o amanhã fica
entre tons de despedida
que a melodia
não alcança.
Mesmo assim
te toco sem expectativa,
sendo meu jeito tolo
o tom da fantasia,
que horas te apaixona
e outras,
você abomina.
E seguirei
fora da rotina,
pairando no vento,
destilando nostalgia
e transformando
teu dia,
na poesia,
que as palavras
não contam.

By Cristian Ribas

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Dentro de Ti (poema)




Antes de dormir
preciso me sentir
dentro de ti.
Seja na saudade
que sutilmente
te invade,
ou naquele olhar
que sem tempo
ou lugar
me procura.
Me sinto a cura
pra tua solidão,
mesmo se minha mão
não te toca.
Isso porque
a minha lembrança
te provoca,
e a minha falta,
entre cantos e encantos,
te sufoca.
Então,
recorde do meu sorriso,
de nossos passeios,
segredos
e antídotos,
que se escondem na lua
e se libertam
como abrigo
daquilo que éramos.
E nesse instante,
voltamos a ser,
o melhor de nós,
nesse lapso de querer
o que sempre
foi nosso
destino.

By Cristian Ribas



Pelos Trilhos (poema)



Não vou deixar
transparecer
que viver
é uma arte inacabada.
Entre noites escondidas
e novas alvoradas,
o trem que me leva
escorrega pelos trilhos
e me joga na estrada,
pra te achar
na velha palavra
e no novo conceito.
Mesmo quando
o tempo me carregava,
você não mudou
seu jeito.
E eu, surpreso
me encantava,
admirava
cada traço do seu rosto,
cada melodia do teu canto,
cada toque em minha alma.
Agora,
troco a pressa
pela calma.
No encanto do tempo,
no encontro dos sonhos
e na vontade que parte.
E o que fica
é esse olhar que hipnotiza
e tua forma de menina
que se eterniza
em meus olhos.

By Cristian Ribas


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Quem Somos (poema)




Me deixe admirar
a paisagem
que se reflete
no fundo dos teus olhos.
Como um sonho
que se desenha
em meus atos falhos
pra te fazer sorrir
com esse jeito
de palhaço.
Segurar tua mão
e te puxar para um abraço
enquanto a multidão
segue em sua solidão.
Brincar entre os corredores
do supermercado,
fazer manha
com um produto errado
e acertar
ao te querer
do meu lado.
É tirar a camiseta
no escuro do cinema
pra te proteger do frio,
esconder a pipoca
e esquecer da tela
pra te roubar um beijo.
E quando a noite adormecer
estarei em você
e nas coisas simples
que nos fazem ser
quem somos.

By Cristian Ribas

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Teu Sono (poema)



Enquanto você dorme,
meu sonho te cobre
pra te encantar
com a realidade.
Na verdade,
você sempre me esperava,
na partida do trem
ou na nova chegada,
com resquícios de noite
e na manhã ensolarada.
Tudo se desenhava
com cores neutras
e matizes manchadas.
Até que descobri
que eu te levava
entre ondas e naufrágios,
curvas e atalhos,
perdas e atrapalhos.
Guardada e protegida,
te escondi numa ferida
que o tempo,
com sua sabedoria,
fez questão de cuidar.
E quando
tudo parecia esquecido,
a vida desafiou o destino
e jogou o laço
em nosso abraço.
E agora
não há como soltar.

vou brincar
na tua madrugada,
pra quando
estiver acordada,
possa sentir,
que nessa estrada,
você não está mais
só.

By Cristian Ribas



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Amor Pelo Futebol e as Mulheres





       Enquanto a cafeteira brinca de ampulheta e o Walter (meu gato) fica esperando a sua vez de usar o notebook só pra pegar o mouse, observo a tarde perder a luz pela janela e minha alma e pensamentos se tornarem a cada dia mais claros. Isso é um fato positivo quando estamos cercados de bons sentimentos e das belas surpresas da vida.
        Falando em surpresas e bons sentimentos, meu time lotou seu lindo novo estádio no final de semana e acabou perdendo o jogo. Apesar deste tropeço, fico contente por ver aquela linda arena carregada de emoção e intensidade. E isso vai ao encontro de uma das minhas teorias malucas de mesa de bar.
        Nos últimos anos, como um "pseudo" observador-filósofo-apaixonado-intelectual-sarcástico-humilde das situações do cotidiano, alio duas paixões que devoram minha alma e encantam meus sentidos: futebol e mulheres. Não há dúvidas, que entendo bem mais do primeiro assunto (risos). E juntando esses fascinantes temas, faço uma declaração para todas as damas do universo: queira ter um homem que te ame com a mesma forma e intensidade que sua paixão por um time de futebol (risos). Por favor, feministas de plantão, não me excomunguem ou me açoitem com verbetes. Apenas, vamos brincar com as analogias que virão.
        Primeiro, um torcedor pode xingar, brigar, chorar, se debater, encher a cara que, por pior que seja a derrota de seu time do coração, ele o seguirá amando incondicionalmente e, nos momentos de crise, de forma mais intensa. Mesmo que não concorde com o treinador, que considere o goleiro frangueiro e o centroavante um perna-de-pau. Sempre vai defender a história e cores de seu amor. Pode até admirar o "tiki-taka" do Barcelona, o "blitzkriege" do Bayern de Munique e até achar "simpático" o Cristiano Ronaldo. Na primeira oportunidade, vai esquecer de tudo isso e mostrar ao mundo todo o seu orgulho. Vai usar aquela camisa velha e encardida só porque acha que dá sorte. Terá fotos masculinas antigas de jogadores que se tornaram "semi-deuses". E quando vencer com um gol no último minuto no final do campeonato, seus olhos brilharão tão intensamente que a criança dentro de seu peito se libertará.
       Pense bem, você que está lendo esse texto. Seu namorado ou marido, alguma vez, já vestiu uma camisa com seu nome ou cantou em público te jurando amor eterno? É... tem coisas que só o futebol pode proporcionar. E que bom que o "esporte bretão" está se universalizando, deixando de ser uma coisa masculina e ganhando a beleza feminina em seus cânticos.
      Então, não tenha ciúmes desse amor incondicional. Apenas admire e, melhor ainda, participe e cultive isso de algum modo. Pois são as paixões que dão cores à vida e pintam em nossa alma doces lembranças e histórias. Como aquele time de 1995...  Bons tempos...(risos)

By Cristian Ribas

domingo, 5 de outubro de 2014

Uma Nova Lição (poema)




Estou velho demais
para ter medo,
me prender ao zelo
e deixar a vida passar.
Procuro ver a oportunidade
e reconhecer na realidade
onde me encaixo.
Como um pequeno facho
que rompe a escuridão
ou um jovem aprendiz
rabiscando uma nova lição
com as mãos
de seu mestre.
Se vier a febre,
tomarei o remédio.
Se cair na rotina,
dominarei o tédio,
e quando meu corpo
se entregar,
farei minha alma
se elevar
e brincar
entre nuvens.
E mesmo parecendo absurdo,
sigo coerente,
curando as feridas,
rindo entre a gente
com meu jeito adolescente
em vez de lamentar
as dores do mundo.

By Cristian Ribas



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Tiririca e Minha Saudade de OSPB

   Estou apavorado vendo o debate à presidência. Como me considero conhecedor mediano de política, vejo que, em vez de termos um debate de idéias, o que testemunhamos é um descarrego de intrigas e fofocas baixas que não agregam nenhum valor moral ou ideológico pra quem almeja escolher um candidato. Tempo desperdiçado.
  Então, com minha inseparável xícara de café, deixo os poemas um pouco de lado pra tentar escrever sobre um assunto que povoa minha cabeça, nessa noite de debate, que comprova que, nem sempre, a modernidade acaba trazendo "melhorias".
   No meu livro de recordações, visualizo as matérias que eu tinha na escola: Língua Portuguesa, Educação Física, Língua Inglesa, História, Geografia, Matemática, Ensino Religioso, PPT (Preparação Para o Trabalho), e uma sigla interessante: O.S.P.B.. Mas, será que alguém, da nova geração, sabe o que é isso??? rsrsrs
   O.S.P.B. nada mais era a matéria que nos conscientizava sobre o funcionamento e estrutura da máquina pública: Organização Social e Política Brasileira. Ela nos ensinava sobre os três poderes, sobre suas funções, sobre suas designações e obrigações, explicava o que era o Estado, o que representa um senador, deputado federal, deputado estadual, vereadores, prefeitos, governadores e presidente. Explicava o processo eleitoral, a quantidade de deputados federais por estado e como funciona a escolha de senadores. Resumindo: uma matéria fundamental para o entendimento e o poder do voto.
   O.S.P.B. e Educação Moral e Cívica foram criadas pelo Decreto Lei 869/68, e obrigatório a partir de 1969. Substituíram Filosofia e Sociologia e foram vinculadas ao regime militar. Em 1996, as duas matérias foram extintas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), consideradas impregnadas de um "caráter negativo de doutrinação".
   No domingo, 5 de outubro, teremos as eleições. E como o horário político invade nossa casa sem pedir licença, tento me concentrar naquilo que é realmente importante. E o que mais me "apavora" é ver como o "fenômeno Tiririca", tenta ser aplicado nessas eleições pra ludibriar os votantes e angariar vagas para suas legendas. Pois, graças ao desconhecimento geral, raros os que conhecem o que é o sistema proporcional, onde a quantidade de vagas é dividida pelas legendas, e não só pelos candidatos mais votados.  E voto distrital, então, ninguém conhece. Por isso, não sabem que seria o ideal para diminuir custos e a corrupção, equilibrando a eleição.
   Então, seguirei vendo esse debate. De cabelo em pé. Numa celebração institucional à ignorância e desconhecimento. E depois, quando votarmos errado, não adiantará de nada sair às ruas.



A Porta (poema)




Não diga nada,
apenas me abrace
na madrugada
enquanto a realidade
se apaga
e se transforma
em sonho.
O tempo
que vaga sereno,
nos roubou as lembranças
mas nos devolveu
as crenças,
absolveu a sentença
e nos deu
uma nova chance.
Na pele que habito,
na boca que beijo,
nos olhos que vejo
e se tornam espelho
da minha alma
ao me sentir
dentro de ti.
E ao te fazer sorrir,
compreendo
minha existência
transformando
minha dependência
em nossa cumplicidade.
Pois se o amor retorna
foi porque a porta
nunca se fechou.




terça-feira, 30 de setembro de 2014

Um Vinho ao Destino (poema)



Como agradecer o destino?
Devo chamá-lo à mesa,
servi-lo um vinho
e rirmos juntos
de todos os percalços
do caminho.
Deixá-lo contar
como planejou
mudar tudo de lugar
e como enxergou
tão à frente.
De como calculou
o "de repente",
e o que parecia dor
se tornou coerente
desde que nos demos conta
das lições
a serem aprendidas.
De como ele mostrou
que a decepção
nada mais era
que a evolução
dos sentidos.
De como,
sem perceber,
quase coloquei
tudo a perder,
mas mesmo assim,
ele acreditou em mim
e me colocou na rota.
Obrigado, destino.
por tornar-me
novamente menino
e reconhecendo
no meu íntimo
o mérito
de cada ocasião.

By Cristian Ribas


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Chuva Forte (poemas)




Não tenho a necessidade
de descrever a felicidade
porque, muitas vezes,
retratá-la
é diminuí-la.
Melhor senti-la,
no abraço que completa,
nos olhos que se refletem,
nas mãos que se encontram
e nos lábios que se tocam.
É perder a noção do tempo,
ver que o sofrimento,
no soprar do vento
não foi em vão.
E meu coração,
de paisagem cinza,
recebeu tintas
de todas as cores
e aquelas dores
que marcaram o passado
se tornaram fardos
que não mais carregamos.
Tudo tem uma razão.
E  ao compreendermos
e reconhecermos os medos,
o amor surge impactante,
avassalador,
uma chuva forte
que lava as feridas
e nos enche de amor.
Agora, não quero planos.
Não me interessa
se será só mais um dia
ou se passarão todos os anos.
Só quero estar ao seu lado
e fazer de cada momento
o prolongamento
de nossa vida.

By Cristian Ribas

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A Fortaleza (poema)




Aprendi com a vida
a não criar expectativas
pra não ver repetidas
algumas frustrações.
E nesta desconfiança,
todas as crenças
que eram indefesas
se tornaram fortaleza.
Meus passos,
de rasos,
se tornaram profundos.
Minhas palavras,
silenciadas,
ecoam no espaço.
E o vazio,
repentino,
se tornou repleto.
Se eu era metade,
num súbito resgate,
me tornei completo.
Sem prever ou pedir.
Apenas sentir
a beleza das pequenas coisas,
o significado das lembranças boas
e seguindo em frente,
sem mágoas ou rancores,
lamento ou temores.
Só agradecimentos.
Pois nesse momento,
o que era vento
se tornou concreto,
por a cada segundo,
te sentir mais
perto.

By Cristian Ribas

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Mulher do Moinho (poema)



Eu não vi
quem derrubou a ampulheta
e deixou as certezas
escorrerem pelo tempo.
No desenho da surpresa,
a beleza se reinventa
ao cruzar pelo caminho
com a mulher do moinho
que estava perdida
em sua inocência.
E de um Quixote vencido,
passei a ser menino
admirando o horizonte,
encarando o ontem
pra reescrever a história.
No voo dos cataventos,
na sincronia dos momentos,
onde o correr
se torna lento,
e o antigo tormento
se apaga.
O sentimento
se torna palavra
e a intensidade
não represa a vontade
de reescrever o destino.
Ainda
há muito a ser dito,
a ser grato
e a ser compreendido.
E o que fica
é que a vida
teima em ser sábia
em nossas entrelinhas.

By Cristian Ribas




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A Hora Certa (poema)




Não sei qual a hora certa.
Quando as luzes se apagam
ou o coração desperta.
Ou quando o deserto alaga
e a lagoa seca.
Não preciso de certezas
pois a beleza
não está no horizonte,
mas nos seus olhos.
A tristeza não está na sua alma
mas nos seus medos.
E, às vezes, por zelo,
tudo se acaba.
Ou por vaidade,
a razão desmorona.
Ou por desespero,
a felicidade escapa.
E é aí, que a gente se encontra.
Sem máscaras ou jogos.
Sem gelo ou fogos.
Unicamente, a essência
e a nossa eterna dependência
de sermos
nós mesmos.
E nesse choque,
nosso melhor surge,
brota, desenvolve.
A confiança nos envolve
de tal forma
que não corremos mais
atrás da máquina.
Porque, cedo ou tarde
a vida nos acha,
e seremos fruto
de nosso próprio
destino.

By Cristian Ribas

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nosso Universo (poema)




Antes de sair
quero deixar
as coisas
bem arrumadas.
As lembranças,
as alegrias,
as mágoas,
reconhecer nos karmas
a grandeza
que me faltava.
Se a voz da emoção
por uma fração
se cala
é porque
o olhar da razão
fala.
E se o sorriso
não está
na minha cara,
basta tocar
minha alma.
Nela, você está
e permanecerá,
na fração de segundos
que se tornou eterno,
no canto do mundo
que se transformou
em nosso universo.
Nessa partida,
em tom de despedida,
nada mais é
que minha chegada,
na estrada que me leva
e te carrega
pra sempre
comigo.

By Cristian Ribas

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um Pouco de Você (poema)




Não deixe
que o cansaço
leve consigo
o restante de sanidade,
já que o presente
é um ponto
entre a ilusão
e a saudade.
Nos olhos que te miram,
nas mãos que te procuram
ou nas vozes que te chamam.
Eu me encontro em ti,
num reflexo complexo
que teu côncavo
se preenche
com meu convexo,
que tua pele
transpira meu suor,
que tua alma
sente minha dor.
Nesse transpor de karmas,
teu corpo veste minha farda,
teus erros carregam minha falha
e teu sono acalma minha ira.
E de repente,
deixo de ser ilha,
para ser continente,
no choque reincidente
que me permite ser
um pouco de você.

By Cristian Ribas