domingo, 18 de janeiro de 2015

O Amor às Avessas (poema)



Não diga
que é maldição
o que teu coração
guarda
com rancor.
O ódio é o amor
às avessas.
É a pressa,
no lugar
da compreensão.
O egoísmo
no lugar
da doação.
É a obsessão
que corrompe
a paixão
e a liberdade
que se torna
a própria prisão.
O que era puro,
se envenena
e o que era seguro
sangra a alma.
O amor não chora.
Ele sorri
até mesmo
quando o desejo
vai embora.
Pois o amor
é o agora
que se eterniza
como brisa
numa tarde de verão.

By Cristian Ribas

Esses Dias (poema)



Tenho meu jeito de olhar.
Aquilo que passa pela janela,
que vaga pelas ruas,
dobra suas esquinas
e pinta sua aquarela.
Aquilo que vai até ela,
de modo cativante,
insinuante,
carregando no semblante
a alegria de encontrá-la.
Tenho meu modo de descobrir
o que te faz sorrir
numa tarde cinzenta.
De forma lenta,
ser o que você espera,
após tantos verões
e primaveras,
após tantas colisões
e quedas,
ser capaz de se reinventar,
sentir,
sonhar,
e ainda assim,
amar.
Então, me permita
te acompanhar
por esses dias
em que a noite
se torna clara
e a hora
não tem motivo
pra ir embora.


By Cristian Ribas 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O Lugar do Amor (poema)





Me desculpe se te acordei
com o café pronto.
O amor se escreve em atos,
supera a alergia dos gatos,
na doação do tempo,
na abrangência do zelo,
no cuidado sincero
que posso te dar.
Amar vai além das palavras.
Está nas mãos dadas
de quem caminha
na calçada.
De quem brinca na chuva,
se aquece sem blusa
ou dança na madrugada.
O amor é conto de fadas
que se constrói com esmero.
É estar atento aos detalhes,
reconhecer as dificuldades
mas não desistir.
Quando tudo parece ir,
o amor é ficar.
Estar com quem se gosta,
Mas, quando amar é liberdade,
querer também é partir.
Multiplicar,
e não, dividir.
Pois, não somos daqui.
Seguiremos adiante
e depois que o sol se levante
o amor ainda estará
aqui.

by Cristian Ribas

domingo, 11 de janeiro de 2015

A Invenção (poema)




Isso não me surpreende.
É difícil quebrar a rotina
de procurar atrás
o que está na frente.
Demoro pra entender
que tenho medo
daquilo que digo amar.
Que tenho pesadelos
com o que devia sonhar.
E, enquanto você me encanta,
com as curvas no vestido,
os olhos que me miram,
os lábios que me beijam
e o corpo que me aquece,
perco o controle,
o fôlego some
e vejo meu coração
em tuas mãos.
Eu não canto
mais a canção,
pois o refrão,
em tua voz,
se torna mais bela.
Então, me entrego.
Já não importa como será,
quando o mundo acabará
ou quantas histórias vamos contar.
Sou teu,
e te levarei sempre comigo.
Do chão ao infinito.
Pois o agora é pra sempre.
E o amanhã é uma invenção
de quem ainda não encontrou
o amor.

By Cristian Ribas


Obs: Parte integrante do livro "O Amante da Lua", de 2009.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sem Pensar na Primavera (poema)





Não sei por onde começar.
Se falo das nuvens,
das pessoas,
do lugar.
Seja o balanço do vento,
o contorno das horas,
o perdido momento.
Me sinto dentro
da felicidade
que sempre desejei.
Não que eu seja conformado
com o apartamento pequeno,
o imposto atrasado,
o sofá rasgado
e o chuveiro queimado.
Me sinto feliz
por compreender o tempo,
por abandonar a esperança
e me consolidar no mérito.
Por plantar a bondade sem pressa,
por curtir o inverno
sem pensar na primavera.
Não lamento o passado.
Não questiono o futuro.
Apenas pinto o hoje
com as cores que tenho.
E em meus traços firmes,
faço meu auto-retrato.
Sem vangloriar o belo
ou condenar o feio.
Sou eu inteiro.
Vivendo os dias
na companhia
de minha fé.

By Cristian Ribas


Obs: Poema integrante do livro "O Amante da Lua", de 2009.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A Herança (poema)





Enquanto me multiplico,
me encontre no infinito.
No meu rito de passagem,
sigo viagem
sem me importar
com o destino,
pois em seu sorriso
tudo fica mais bonito.
Levando lembranças,
deixando saudades,
aprendendo com os erros
e apreciando a paisagem.
Cada momento é raro.
No escuro profundo
ou no dia claro.
Não há tempo
para arrastar rancor
ou mergulhar em sofrimento.
Vida é o pensamento,
a extensão dos atos,
a evolução da bondade
em detrimento
do mal que ainda mora
por dentro.
E nessa eterna balança,
deixemos o egoísmo
e espalhemos esperança.
O amor é a herança
que devemos deixar
quando tudo ficar
para trás.

By Cristian Ribas

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Crença (poema)





Eu acredito
na ironia do destino,
nas pedras do caminho
e na paisagem da janela.
Acredito
na aquarela
pintada em quatro mãos,
nas cores de um coração
impressas no outro.
Acredito
na vontade celestial,
no desejo carnal
e no karma espiritual
que atrai o que somos.
Acredito
no abandono
que desperta o sono
e transcende
a compreensão.
Acredito
nas mãos dadas pela rua,
a cabeça no ombro,
a pele nua
e no renascer
dos escombros.
Acredito
no mexer nos cabelos,
ficar de joelhos,
no abraço infinito
e como tudo
se torna mais bonito
na forma simples.
Acredito
na cumplicidade,
nas mãos dadas
na melhor idade,
Acredito
no sorriso sincero,
nos planos futuros,
nos íntimos segredos,
no corpo colado
e no despertar ao lado
de quem se admira.
Acredito
na sincronia,
na sintonia
dos pensamentos,
no embalo dos movimentos
e na sinfonia
de um olhar.
Acredito
que tudo tem seu tempo,
seu momento,
o plantar e colher,
morrer e renascer,
se entregar,
se perder
e mesmo assim,
se encontrar.
Acredito
no amor.
Na necessidade de amar
e de compreender
que não existe o sofrer,
simplesmente  é o querer
o que não nos pertence.
E quando eu perecer
não deixarei
arrependimentos.
Apenas o amor intenso
por todos os meus dias.


By Cristian Ribas



sábado, 27 de dezembro de 2014

Meu Ano (poema) - Obrigado pelas 10 mil visualizações!!!





Vi meu ano
mudar de planos,
corrigir os enganos
e reescrever meus dias,
numa sutil fronteira
de esperança
e nostalgia.
No desenrolar da história,
percebi que a derrota
é o primeiro passo
até a glória.
Reencontrei,
desencontrei
e me encontrei,
entre espaços perdidos
e lembranças apagadas.
E na magia do destino,
a sabedoria
desprovida de sentido
me mostra que o caminho
se percorre com alegria.
Repentinamente,
o que era dormente
tornou-se um sonho vivo,
latente,
que descansava na gente
e não parecia acordar.
Mas ainda está aqui.
Insistente,
entre novas rugas
mágoas indigentes
e a mania de sorrir..
Entre a vontade infantil,
o oceano bravio
e a paz celestial.
Afinal,
o tempo que leva as horas,
nos deixa a lição,
que o amor
jamais será em vão.


By Cristian Ribas


Obrigado, amigos, por ainda em 2014, o blog atingir as 10 mil visualizações!!! Obrigado, de coração, e que venha 2015!!!





quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A Chaga (poema)




Ainda teimo
estar em você.
Nas igrejas
e suas cruzes,
Na noite
e suas luzes.
Nas ruas
e suas atitudes.
Em cada passo,
permaneço.
Em cada olhar,
me reconheço.
Nas tuas ideias,
nos teus gestos,
na odisseia
de compreender
teu afeto.
Sigo maestro
em tua sinfonia,
pois a sintonia
não se perde
no tempo.
Se alimenta de sonhos
e se veste de desejos.
Mesmo quando o orgulho
fala mais alto
e o coração
fica calado,
não se apaga.
É apenas uma chaga
que o amor
vai cicatrizar.

By Cristian Ribas

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O Contorno (poema)




Dia após dia,
sigo com a mania
de acreditar.
No movimento das ondas,
no bailar do vento,
no flutuar das nuvens
que contornam
meus sentimentos
que se refletem
em seu olhar.
Isso,
porque em teu peito
é o meu lugar.
É no despertar
de todas as manhãs,
no adormecer
de todas as noites
e no alvorecer
de todos os sonhos
que eu quero estar.
Deixar o tempo passar
na leveza do sorriso
e no que for preciso
estar onde você
precisar.
Pois a vida
é o contorno
de todo amor
que deixaremos
pra trás.

By Cristian Ribas

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Que Habita em Nós (poema)





Não tenha medo
do que o tempo
te reserva
e o desejo
te desperta.
Deixe o ar
te levitar
até as nuvens,
no movimento
do pensamento
e abandonar
qualquer receio
que te acorrenta.
Não há tormenta
que limite teus sonhos,
ou estrondo
que te impeça
de voar.
Ainda há
histórias pra escrever,
romances pra viver
e instantes de prazer.
Nenhuma dor
será maior
que o amor
que reside no peito.
E em cada amanhecer
sempre haverá
uma nova chance
de ser
o bem que habita
em nós.

By Cristian Ribas

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sem Arrependimentos (poema)





Tudo tem
o tempo certo.
O deserto
virar oceano,
o destino
mudar os planos,
o insano
corrigir os enganos
e perceber
que o que nos cega
é a luz,
e jamais
a escuridão.
Deixo meu coração
aberto,
caminhando
entre escombros,
voando
entre sonhos
e mergulhando
em sua ilusão.
E no incerto,
te sinto
mais perto.
Por ser intenso,
forte,
verdadeiro.
Troco qualquer receio
por um segundo de desejo
e o que era medo
se torna eterno
por vontade.
E se não ouvirmos
a vaidade,
no avanço da idade,
não haverá lamentos.
Apenas o sentimento
que a coragem
é o que nos faz
seguir viagem
sem arrependimentos.


By Cristian Ribas

sábado, 13 de dezembro de 2014

Viajante (poema)








Deixo o antes
pra depois,
pois o agora
está fora
do meu alcance.
Me tornei viajante
em tua história,
sublimando virtudes,
ovacionando glórias,
varrendo derrotas
debaixo da velha memória.
Tudo guardado
no museu empoeirado
de meus sentimentos.
Rostos que não vejo
e espero.
Vozes que não ouço
mas sinto.
O toque que não alcanço
e arrepio.
Uma lembrança perdida
num sonho renascido,
que me faz criança
quando desperto
teu sorriso.
E navego meus sentidos
num estranho caminho
até teus lábios.
O tempo é sábio
e mostrará
que não há nada
pra levar
se só o amor ficará.
Por isso, te quero.
Se o hoje é fantasia,
o amanhã será
nostalgia,
pois não sei
se estarei
vivo em seu dia.


By Cristian Ribas

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Súbita Falta (poema)





Enquanto a chuva cai
meu coração vai
à sua procura.
De forma pura,
desenho no vidro embaçado,
você ao meu lado,
com sorriso leve
e lábios molhados.
No abraço apertado,
no corpo colado,
um paraíso guardado
em tua pele.
Um rio que segue,
no teu interior,
no calor
que aquece o corpo
e liberta a alma.
E nessa súbita falta,
encontro o melhor de mim,
dentro de ti.
Nos gestos
que demonstramos,
nos sentimentos
que plantamos
e nos olhares
que perdemos.
Pois quando a luz se apagar,
e minha mão te tocar
tudo se tornará
claro.


By Cristian Ribas

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Teu Sonho (poema)






Te encontro
em teu sonho.
Com olhar de abandono,
querendo ficar,
desejando estar
ao seu lado
até a noite acabar.
Sou teu segredo guardado,
o amor inesperado,
um príncipe encantado
disfarçado de plebeu.
Pois quis o destino
com meu jeito de menino,
que eu fosse teu.
Pra brincar em seus cabelos,
me perder em seus pelos,
ficar de joelhos
e me tornar um gigante.
Que transforma o antes
em memória
e constrói uma nova história
em teus lábios.
Me sinto um bobo sábio,
tropeçando em adjetivos,
esquecendo os advérbios,
mas em silêncio,
o sentimento
fala por nós.
Deixe o mundo lá fora,
enquanto ficamos a sós,
pois o agora
é a glória
dos dias
que ainda virão.
Então,
segure minha mão
enquanto seu coração
desperta
junto ao meu.

By Cristian Ribas.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Rendição (poema)





Não assinei rendição,
apenas deixei meu coração
me levar
pra outros caminhos.
Aprendi
a ver o destino
sem frenesi,
como bons amigos
que vagam por aí
e se reencontram
numa rua qualquer.
E volto a caminhar
sozinho
flutuando em sonhos
conduzido no abandono
do solo pelos pés.
Brinco na distância
quando o amor
se torna lembrança
e viro alegria
quando se transforma
em realidade.
Pois reside em nós,
independente da idade,
essa vontade
de sermos a outra metade
da felicidade
de alguém.
E a nossa parte
fica inteira,
derradeira
em seu processo.
Pois o amor dado
é o regresso
do melhor que somos
e que sempre
partimos.

By Cristian Ribas



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dias Loucos (poema)






Nesses dias loucos,
eu só quero um pouco
de sua atenção.
Te esperar
antes da noite chegar
pra saber como está.
Te ouvir falar
sobre seu dia
e te doar
a alegria
que você provoca.
Sentir a paz
que você traz
e ter paciência,
nos desafios do tempo
e suas adjacências,
Tomar um capuccino
e esquecer dos desatinos
enquanto você não surge.
Por mais alto que esteja,
vou superar os medos
de ver o mundo
nos teus olhos.
E quando a noite chegar
quero estar lá
pra te acompanhar
e segurar
sua mão.

By Cristian Ribas



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A Vila (poema)




Me leve
pra algum lugar
onde seu olhar
diga tudo
e o silêncio
seja o eco
de nossos desejos.
Vamos ver o mundo
do fundo
de nossos anseios,
com cores vivas,
vontades escondidas
que se revelam
em segredo.
Descobrir a vila
de mãos dadas,
caminhando sem pressa,
sentando na praça
e lendo uma história
até o anoitecer.
Deite em meu ombro
quando escurecer
e me permita absorver
os males
que não te alcançarão.
Pois em teu coração
está a pureza
e a certeza
que nada foi
e nada será
nessa vida
em vão.

By Cristian Ribas



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Melhor de Nós (poema)



Me deixe
admirar teus olhos
e me refletir
dentro de ti.
Um desejar distraído,
que amanhece tranquilo
e adormece em teu peito.
Simples magnetismo,
que transforma teu sorriso
em meu paraíso
e tua vontade
em minha necessidade.
É compartilhar
o que não se pode tocar,
e mergulhar no teu ser
onde vou encontrar
o melhor de nós.
É perceber
nas longas avenidas
ou noites infinitas
que não estou só.
E nesse nó
de sons distorcidos
e sonhos perdidos,
ouço tua voz
como linda melodia
e essa sintonia
tornam os dias
em gratidão,
por sentir teu coração
junto ao meu.

By Cristian Ribas

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quando o Amanhã Acontecer (poema)





Antes de adormecer,
preciso saber
aonde você mora,
de como os sonhos
te moldaram,
nossos caminhos
se cruzaram
até a noite
ir embora.
Me conte
sobre sua luz
ao amanhecer,
das sombras
que teimam
em se esconder
e as ondas
que vieram
nos purificar.
Me faça caminhar
sobre o mar
pois a vida
é navegar no infinito,
refletindo estrelas
e agradecendo o destino.
E caso o amanhã acontecer
apenas serei de você
o retrato
mais bonito.

By Cristian Ribas