domingo, 16 de novembro de 2014

Esquina dos Amores (poema)




Oi, como está?
Passei aqui por passar,
pra ver se seu olhar
se ilumina ao me ver.
Foi meio sem querer.
Procurei a porta aberta,
espiei a luz na janela
pra ver se te encontrava.
Eu pensava em outras coisas,
recriando novas formas
de conviver com a solidão.
Mas, meu coração,
um romântico incorrigível,
sempre achou possível
viver de amor.
Ele se acha muito macho,
pensa que é de aço
e que suporta qualquer dor.
Depois, fica em pedaços,
lamurioso, calado,
achando que o mundo
está acabado.
Mas, ele renasce,
pois qualquer tempestade
sempre vai embora.
Vou ficar aqui fora,
seguindo meu caminho,
colhendo meus espinhos
pra te deixar flores.
Pois, como a estrada é longa,
nada me assombra
se nos cruzarmos
na esquina dos amores.

By Cristian Ribas


Obs; Poema é parte integrante do meu livro "O Amante da Rua", de 2009.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cem Postagens. Obrigado!!!


Olá, amigos visitantes!

Com muita alegria cheguei a cem postagens no blog. Após cinco anos sem escrever e afastado das redes sociais, fiquei muito feliz em ver a receptividade dos meus escritos, com mais de 4500 visualizações. O entusiasmo e inspiração estão em alta. Estou concluindo meu primeiro romance e preparando pra lançá-lo no próximo ano.
Muita coisa boa acontecendo, e ainda por acontecer.

Obrigado pelo carinho de todos e ótima leitura!!!




quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Um Sopro de Setembro (poema)



Absorvo
um mundo absorto
onde um sonho morto
teima em renascer.
É meu eterno querer
que brinca de esconder
e reaparece
entre o silêncio do tempo
e o movimento do vento,
no rodar do moinho
que me deixar sozinho
e me leva até você.
É ver
além da palavra,
dos atos concretos
que parecem certos
mas cobrem os sentimentos.
Pois sei que estou aí dentro.
Firme, forte, intenso.
Um sopro de setembro
que se transformou em tempestade.
A verdade
é que a chuva purifica
e o lamentar do dia
será a mais bela
de todas as noites.

By Cristian Ribas

sábado, 8 de novembro de 2014

Teu Afeto (poema)





Me deixe observar
onde está o lugar
do teu afeto.
Não é naquele objeto
que enfeita os dedos
ou decora o teto,
no que te transporta
em estradas retas
ou te cobre
numa linda festa.
Não está nas flores
que disfarçam dores
que novos amores
te provocam.
Ou naquela cidade
que a vaidade
dá as cartas.
Ou na nova tecnologia
que te conecta no dia
mas te deixa vazia
durante a noite.
O teu afeto
está em meu toque.
No olhar que te compreende
e te derrete,
no abraço que te aquece,
no beijo
que te tira o ar
e no desejo
que te faz navegar
no mar dos prazeres.
Teu afeto
está no meu calor,
no pingo do meu suor
e na perda do controle.
Teu afeto
está no amor
que te entrego
mesmo sem recebê-lo
de volta.

By Cristian Ribas

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O Silêncio do Perdão (poema)





Posso ouvir
teu silêncio
pois sempre converso
com teu pensamento.
Seja na mágoa
que não se apaga,
ou na fala
que tristemente se cala
e na palavra
que fica guardada
quando o orgulho
é maior
que o arrependimento.
O momento
que era sagrado
fica opaco
por não ter sentimento
e o sofrimento
dita os passos
de quem os braços
não se envolvem.
E quando o amanhã morre
não se terá mais
o que se recuperar,
somente lembrar
que se deixou
o amor partir
por não saber
perdoar.

By Cristian Ribas

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Apenas Saudade (poema)




Não sou apenas saudade.
Sou a lembrança que invade,
a noite que não cabe
num dia
e torna poesia
o que esquecemos
por vaidade.
Sou mais que as imagens
que distraem a retina
ou as vozes que ecoam
na rotina
e ditam nossos medos.
Sou mais
que esse amor em segredo
que o orgulho cega
mas teu coração não nega
quando a solidão
te abraça.
Sou mais que disfarce,
sou a intensidade
de me entregar
sem arrependimentos
que o tempo
possa nos trazer.
Afinal, o único destino
é viver
sem deixar de ser
o amor.

By Cristian Ribas

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Vagabundo e as Estrelas (poema)






Não tenho caneta,
mas escrevo teus sonhos.
Seja na madrugada fria,
na lua dormente,
no esquecer alguma coisa
e ficar contente.
Te dou minha alegria,
recheada de surpresas,
na compreensão dos fatos,
nas cenas dantescas,
te coroo com minhas jóias,
te cubro com as glórias,
que só o amor mais sincero
pode te dar.
Estou longe do meu lar,
pois minha casa é teu peito,
teu carinho,
teu cheiro,
todas as melodias
que só teu corpo sabe tocar
junto ao meu.
Mesmo vagabundo,
escrevendo nas pedras
que te darei as estrelas,
digo de boca cheia,
que te amo até dormindo.
Pois, se eu estiver sorrindo,
é porque estou sonhando
com você.

By Cristian Ribas

Obs: Parte integrante do livro "O Amante da Lua", de 2009.

domingo, 2 de novembro de 2014

O Desejo e a Alegria (poema)








Me perdoe, se tropeço nas palavras.
Se evito fórmulas,
e observo da sacada,
a paisagem hostil
com meus olhos pacíficos.
Prefiro cantar sem rimas,
pensar sem afinação,
repetir um novo refrão
do que cair na monotonia.
Pois te quero todos os dias.
Na cozinha alagada,
na toalha encharcada,
com a roupa suja
ou a camisa suada.
Não importa o instante,
se estivermos presos à rotina
ou escrevendo um inesquecível romance
no reflexo de nossas retinas.
Te quero.
Por simples intuição.
Sem a cama pronta,
os pratos na mesa,
a pontualidade britânica
que nunca chega na hora.
Pois o amor não escolhe momento.
É trazido pelo vento
e fica,
tão somente
se o desejo
se transforma
em alegria.

By Cristian Ribas

Obs: Parte integrante do livro de minha autoria "O Amante da Lua", de 2009.

sábado, 1 de novembro de 2014

As Tormentas (poema)





Ainda tenho esperança.
Mesmo na visão turva
que neblina a crença,
ou na recompensa
que não chega.
Ou no amor soterrado
pelos enganos que apagam
os sentimentos.
Sigo correndo,
lutando,
amando,
sofrendo,
me desvencilhando do ego
que me cobre de medo
e respirando
o perfume de outrora.
Agora,
o que mais desejo
é tua lucidez
pra acabar com esse mês
de tormentas.
Quero a ação
que teu coração precisa
mas teu orgulho insiste
em não nos mostrar.
Talvez, precisamos calar.
Simplesmente mergulhar
no abraço que purifica.
Ainda há um laço
que nos liga
e identifica
que só o amor
nos salvará.

By Cristian Ribas

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Onde os Sonhos Dormem (poema)



Eu sei que sentes saudade.
Por mais que a vaidade
faça a vontade ser pequena
e o orgulho
procure furos
no intangível,
sei que sentes minha falta.
No despertar do dia
e na forma fria
que a alma encara
os desafios.
Ou no desaparecer da noite
quando a dor se esconde
onde os sonhos dormem.
E fogem,
por achar que ser adulto
é desenhar no escuro
sem as cores do perdão.
Mas é mera ilusão
achar que meu coração
te ignora.
Ao contrário,
está impregnado
com tuas cores,
fragrância e sabores.
Mesmo com teu silêncio,
não estou sozinho.
Não há vento sem moinho.
Apenas pego o vazio
e sigo arredio
por não ignorar
a benção
que o destino nos dá.
Mas, saberei esperar.
Quando tua mágoa passar
saberá
que o amor é teu
e nunca te abandonará.

By Cristian Ribas

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Ponta do Laço (poema)




Apenas ouço a canção.
Procuro dentro de mim,
a ponta do laço,
o mais fino traço,
capaz de desatar todos os nós.
E nós...
Que somos eu e você,
na distância dos enganos,
no vazio da falta de planos,
que não vimos o belo,
esquecemos de cuidá-lo
antes do amor partir.
E agora,
o que faço pra você sorrir?
Tentei ficar,
quando devia partir.
Tive de ir,
quando quis permanecer,
sempre tendo de escolher
entre dois caminhos
onde nenhum é o correto.
Pensei que tudo fosse concreto
até despedaçar em nossas mãos,
até perder meu coração
e encontrar o teu.
E agora,
quem sou eu?
Sigo o mistério de sempre,
me chocando com a parede,
por só olhar para meu umbigo.
Nunca quis falar sobre isso,
pois temi meu próprio medo.
Quis deixar em segredo
o que todos sabiam
e só agora eu sei.
Que eu pequei...
Não por te amar demais,
mas por me entender de menos.

By Cristian Ribas

Obs: Parte integrante do livro de minha autoria, "O Sentido dos Ventos", de 2007.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cores Misturadas (poema)




Ouço muitas vozes...
Que falam alto,
mas não dizem nada.
Vejo muitos rostos,
de traços belos
ou assimétricos,
mas não me prendem a atenção.
Pois não é qualquer palavra,
que se torna poesia.
Não é qualquer melodia,
que se torna canção.
Não é qualquer mulher,
que toca meu coração.
Sou feito de emoção.
De fragmentos de inocência,
de grandes faixas de indecência
mesclados com minha bondade.
Carrego medos herdados,
sombras nítidas
quando falta o sol.
Mas, sou tempestade,
que o vento leva
e deixa o arco-íris.
E conheço tuas cores,
pois elas se misturam às minhas.
E de tão belas,
o resto parece
determinantemente cinza.
Então, vamos pintar o mundo,
com nossas mãos vazias,
jogando tinta aonde estiver
a falta de nosso amor
e alegria.

By Cristian Ribas

Obs: Parte integrante de meu livro "O Amante da Lua".

domingo, 26 de outubro de 2014

Cem Amores num Soneto (poema)



Ao te encontrar, eu me encontro.
Ao te perder, eu me perco.
Não que seja uma mera dependência.
Talvez, uma mera conseqüência
de um amor de traços e versos.
As sílabas não se encaixam,
as cores perdem sua intensidade,
a luz perde o seu calor,
as estrelas deixam o brilho.
Não que eu me ame de menos.
É que te amo demais.
Mas, no concerto das horas,
conserto minha lua
pra refletir o teu sol.
E só, recrio um novo universo.
Sonhos delirantes,
pequenos segredos,
caminhos misteriosos
que me levam até você.
Escrevo cem amores num soneto.
Sem rimas,
apenas desejos.
Sem métricas,
apenas vontades.
E fico assim,
pairando nuvens claras,
pintando num céu de veludo,
a viagem abandonada pelos deuses
que provocou nosso desencontro.
Mas te encontro sempre.
Nos meus olhos,
no meu sorriso,
no meu peito...
Pois sou tua metade.
Nada mais que a verdade.
Pois, por mais que eu vague
pelas esquinas,
ou cruze as encruzilhadas
dos corações partidos,
é em mim que está tua paz
e nada me fará tão feliz.
Pois me completa.
Te deixo repleta.
E por mais que negue,
o tempo, nobre imortal,
nos doará um pouco de sua sabedoria
e roubará nossa ignorância.
E seguiremos inconscientes
percorrendo os caminhos já traçados,
que se cruzarão logo adiante.
Pois é do amor que nascemos.
Por ele procuramos, vagamos e sofremos.
E encontraremos o que já nos foi reservado.
Só o amor.
O amor tão só.

By Cristian Ribas

Obs: Parte integrante do livro "O Sentido dos Ventos", de minha autoria, em 2007.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Esperanto (poema)



Escrevo pra te alcançar.
Simplesmente,
porque meus olhos não te vêem
mas minha alma te espera
lá na frente.
Sei que é incoerente
traçar nossos planos,
herdar o abandono
e te dar,
de presente,
minha singela companhia.
Mas meu coração
é meu guia.
E mesmo na excassez desses dias,
na razão desequilibrada
que te faz sofrer
por viver na fantasia
o que não te pertence.
Como gostaria
que você entendesse
que não há como desistir,
pra onde correr,
tentar fugir
de quem você é.
Se ainda estamos de pé
é porque temos um valor
que a moeda não paga
e que o amor
não é uma estrada
cercada
só por dor e sofrimento.
E no lapso do tempo,
leio teus pensamentos
em esperanto,
como um canto
que você conhece
mas ainda não sabe
a tradução.

Cristian Ribas

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A MetAMORfose (poema)


Abandonei Kafka na cama
e ao adormecer,
despertei meus sentidos.
Criei asas,
voei entre fadas
e me transformei
naquilo que todos sabiam
e só eu temia conhecer.
Não sou mais minha pele,
a cor dos meus olhos
ou os acordes da minha voz.
Hoje, eu sou nós.
Nos pesadelos que tiram nossa paz
ou na alegria que ilumina os dias.
Na dança sem ritmo
ou na canção melodiosa
que só ouço em teu coração.
Por isso que,
sozinho
perco o brilho,
esqueço as virtudes
e caio no solo.
Só contigo,
volto a ser eu.
E não é mera dependência,
apenas exigência
de meu amor egoísta
que reflete em qualquer palavra
o valor da tua existência.
Pois, não te amo só por quem tu és,
mas por quem sou
quando estou contigo.

By Cristian Ribas

Retirado de meu livro "O Amante da Lua", de 2009.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Um Setembro Qualquer (poema)




Ainda custo a acreditar
nas voltas que o mundo dá
e como vim parar
no mesmo lugar.
Parecia um setembro qualquer
quando um homem
reencontra uma mulher
e no desabrochar da primavera
tudo que se espera
estava lá.
Num sonho real
de sorriso angelical
e noites infinitas.
Como se a leve brisa
de sua beleza
arrebentasse a represa
de meus sentimentos.
Por um momento,
voltei a acreditar
em utopia,
na intensa magia
de um olhar
ou no pulsar
de dois corações.
As emoções foram entregues
e tudo o que se podia sentir
me fazia sorrir
por natureza.
Como um rio
que vira oceano
e jamais fica vazio,
que cresce com a tempestade
e se revigora com a idade.
Mas de repente,
chegou o frio.
O que era freqüente
perdeu-se no medo
e na intolerância,
o amor leve de criança
transformou-se em desconfiança
adulta e madura,
um retrocesso complexo
que busca nas curvas
as razões pra ficar pelo caminho.
E o que era dois
agora segue sozinho.
Não por falta de amor
mas pelo redemoinho
que criou-se no orgulho,
pela dor
vinculada à vaidade
e pela impossibilidade
de tirar da caverna
quem não consegue
ver a luz.
Se ainda resta cruz,
carregarei sem remorso,
mesmo na dormência do ódio
pela própria impotência.
Então, me ajoelho,
peço paciência
e perseverança.
Ainda há muitos meses pra chegar
e quando eu acordar
sei que o amor estará lá.
Hoje, amanhã
ou em um setembro qualquer.

By Cristian Ribas

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Passatempo (poema)



Por mais que o dia
mantenha sua ironia,
sigo com a mesma mania
de prosseguir.
Mesmo quando os enganos
mudam os planos
e os medos
expõem segredos
que o silêncio
guarda,
ou quando se retarda
o ansiado encontro
ferido sob escombro
que o velho monstro
não fala,
mantenho minha rotina
de sorrir.
É uma densa teimosia
abandonar as sentenças
jogadas sobre a cabeça
e não perder a destreza
de acreditar.
E mesmo quando
eu não acordar
quero deixar
como legado
que meu fardo
é mais leve
do que se possa imaginar.
Pois se plantei amor,
a dor
é mero passatempo
até que o sofrimento
faça sentido.

By Cristian Ribas


sábado, 18 de outubro de 2014

Duas Mãos (conto)



   Minhas mãos ainda tremem e o coração teima em sair pela boca. Meu nervosismo é tanto que, instintivamente, passo a mão em meus cabelos tentando disfarçar o branco que se espalha em minha cabeça. Automaticamente, meu sorriso bobo não condiz com minha idade e o suor de minhas mãos me faz mergulhar na lembrança de quando a vi pela primeira vez naquela tarde de inverno. E mesmo que os anos tenham passado e as rugas tenham desenhado o mapa de minhas experiências em meu rosto, a minha alma é adolescente. Me sinto completamente sem chão. Talvez, porque aquele sorriso de outrora, no mergulho mais profundo de meus sentidos, ainda me faça voar.
   Ao senti-la em minha presença, um redemoinho de emoções me levita e me choca às nuvens. Jamais imaginei que, mesmo com o passar dos dias, ela estaria mais bela. Um brilho de menina meiga no corpo de mulher madura me transporta ao nirvana. Não consigo reconhecer onde estou, os sons que me circundam ou as cores que pintam o horizonte. Um magnetismo translúcido direciona todos os meus sentidos para ela. O mesmo cheiro, o mesmo olhar, a mesma sensação que me faz perder todas as respostas de homem maduro. Que joga todas as inseguranças sobre a minha cabeça mas que, ela, simplesmente ela, me liberta.
   Ao me aproximar e sentir um terremoto em minhas pernas, consigo pegar em sua mão e dizer um "oi" sem desviar o olhar. Vejo que seu sorriso tímido segue intacto e seu olhar foge para o chão, mas volta, mais intenso e inebriante. Ao estender minha mão ao seu rosto e mexer em seu cabelo, é como se cada ano perdido fosse recuperado. E aquele sentimento esquecido num canto entre a ilusão e a saudade viesse soterrando qualquer indagação. Tudo o que me importava era ela. E quando pude sentir seu abraço, sua cabeça reclinada em meu peito com meus braços envoltos em seu corpo, eu voltei a sentir a fusão de nossas emoções. Senti como se nossas almas nunca tivessem separadas. E percebi que o tempo não passa de números quando se reencontra o melhor de nós mesmos em alguém.
   Não sei se é dia ou noite. Se chove lágrimas ou se os pássaros cantam em revoadas. Só sei que, nos braços dela, é onde quero permanecer, renascer e morrer. Por mais que a vida nos desafie com suas batalhas, o destino sempre se encarrega de ser irônico e justo. E mesmo que a rotina da distância tenha tornado tudo cinza, vejo com clareza que, todas as cores, só podem ser pintadas, em duas mãos.

By Cristian Ribas

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O Melhor Caminho (poema)



Não precisa
tirar o óculos
para que eu
reconheça
o brilho
dos teus olhos.
Ainda vejo
teus sonhos,
mesmo
que os monstros
persigam teus medos,
que os receios
circundem tua sina
e a rotina
limite as vontades.
Ainda é possível
reconhecer a verdade
mesmo que
a realidade
não seja
o melhor caminho,
e a saudade
sempre nos encontre
quando estamos
sozinhos.
E na distância dos sentidos,
cubro meus ouvidos
para ouvir
teu coração.
E a emoção
ainda sobrevive,
mesmo no passar das horas
e bem antes
que o amor termine.

By Cristian Ribas

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A Sombra da Lua (poema)



Talvez não tenha sido
um dia bom.
De nuvens densas
e palavras confusas,
notícias tristes
ou desejos perdidos.
Talvez o medo escondido
ainda tenha formas
e a sombra da lua
se transforma
em escuridão.
Talvez a febre
ainda nos cegue
enquanto a lucidez
for tão pequena.
Mas mesmo na distância,
sei da tua grandeza,
intensidade e beleza,
e que esse brilho
jamais se apagará.
Na distância dos polos,
tua alma deseja colo,
teus olhos
um sorriso
e teu corpo
um repouso.
E mesmo que pareça
tudo morno,
reconheça
que o fogo
não se apagará.
E quando
um novo dia chegar,
em alguma curva
irei te encontrar,
te dar meu abraço
e todo cansaço
deixará de existir.
O amor é o que somos,
o que levamos,
o que deixamos
e o que encontraremos
até o céu cair.

By Cristian Ribas